Autoconhecimento, por onde começar?

Lao-Tzu, filósofo chinês e fundador do taoísmo, sempre dizia que quem conhece os outros é inteligente, e quem conhece a si mesmo é sábio. Em uma conversa com um amigo, lembrávamos do técnico de vôlei Bernardinho, considerado um líder polêmico. 

Nas Olimpíadas no Rio de Janeiro, em 2016, ele conquistou novamente a medalha de ouro com uma equipe completamente diferente. Quando um repórter se aproximou e perguntou: “Bernardinho, me conta o que aconteceu? Você costumava ser um técnico estressado, gritava com todos, brigava, e agora virou um técnico paz e amor”. 

Bernardinho sorriu e respondeu: “Este time precisava de mais carinho”. O que aconteceu, afinal? Como um bom técnico, ele conseguia perceber o que o time precisava, não apenas o que ele precisava. Só alguém com muito autoconhecimento conseguir agir dessa forma. E é sobre isso que vamos falar neste artigo 

O papel do autoconhecimento nos desafios profissionais 

Em 2015, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU traçaram um plano abrangente para um mundo sustentável até 2030, com 17 objetivos que abordam uma ampla gama de questões envolvendo pessoas com diferentes necessidades, valores e convicções. 

Algo que se destacou nesses objetivos foi a importância do ser, ou seja, a capacidade que temos de nos relacionar conosco mesmos. Será que foi isso que Bernardinho fez para mudar sua abordagem com a equipe? Ele buscou se autoconhecer e se relacionar consigo mesmo para então se relacionar com sua equipe. 

Como você vem desenvolvendo o autoconhecimento e promovendo mudanças em sua vida e carreira profissional? Atualmente, um dos conhecimentos mais necessários é sobre nós mesmos. Precisamos nos entender, compreender nossas capacidades e necessidades para entender os outros. 

De acordo com um estudo da Universidade de Baylor nos Estados Unidos, pessoas honestas e humildes são as que alcançam os melhores resultados no trabalho. O autoconhecimento nos permite perceber que todos têm um papel importante na organização, sem distinção, e que cada um contribui com o que tem de melhor. O autoconhecimento também nos permite aprender com crises, resolver problemas complexos e enxergar oportunidades. 

Autoconhecimento profissional e mudanças organizacionais 

A todo momento, empresas e profissionais passam por mudanças e precisam se reinventar, saindo da zona de conforto e resgatando internamente sua essência. Isso será cada vez mais demandado do novo profissional: o conhecimento sobre si mesmo e a capacidade de superar novos desafios, além dos conhecimentos técnicos. 

Pessoas bem-sucedidas conhecem e sabem lidar com seus pensamentos, sentimentos e o momento presente, agindo intencionalmente e não apenas reativamente diante das complexidades do dia a dia. Líderes e profissionais precisam acessar dentro de si mesmos e desenvolver um relacionamento com o próprio eu.

Leia mais sobre autoconhecimento profissional.

Desenvolvimento interno e liderança com o coração 

De acordo com o Inner Development Goals (IDG), ou Objetivos de Desenvolvimento Interno em português, uma pessoa que se relaciona consigo mesma possui uma espécie de bússola interna, indicando se está no caminho certo em relação aos seus valores e propósitos. Isso fortalece o senso de responsabilidade e o compromisso não apenas consigo mesma, mas com o bem de todos. 

Integridade e autenticidade também caracterizam a relação com o eu, marcando o compromisso e a capacidade de agir sempre com sinceridade e honestidade. 

Uma mente aberta ao aprendizado é outro ponto importante, garantindo a curiosidade e a vulnerabilidade necessárias para abraçar a mudança e crescer. 

Um eu que não cresce não permite enxergar a si mesmo, tampouco aos outros. Surgem, assim, duas outras características fundamentais: a autoconsciência, que envolve o contato com pensamentos, sentimentos e desejos, gerando uma autoimagem realista e ajustável; e a presença, que é a capacidade de estar no aqui e agora, sem julgamentos e de forma aberta. 

Crescimento pessoal, autoconsciência e presença no momento atual 

Voltando ao Bernardinho, quando ele olhou verdadeiramente para aquela nova equipe, precisou olhar para dentro de si mesmo, entender o que poderia funcionar para todos naquele momento. Como ele mesmo disse, era como dar carinho. 

Em uma entrevista ao Globo Esporte em 2016, logo após o jogo, ele comentou sobre a relação com os jogadores, dizendo: “Antes dos jogos, conversei com cada um sobre o que esperava deles e o que eles esperavam de mim”. Lembrei de um treinador americano, Carter, que tem um livro chamado “Liderando com o Coração”. O filme “Coach Carter” mostra que todas as pessoas já possuem os recursos que precisam ou podem criá-los; o desafio está em descobrir como as pessoas e sua equipe podem acessar esses recursos. 

Com inteligência emocional, Bernardinho acessou seus próprios recursos, abraçou a mudança e isso trouxe resultados ao liderar com o coração. Que tal fazer o mesmo para buscar uma melhor relação consigo mesmo e conhecer-se melhor para entender e ajudar os outros?

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Vivian de Albuquerque é jornalista por formação, marketeira por especialização e treinadora e facilitadora por paixão. Tem se dedicado cada vez mais à formação de pessoas cujo desejo é fazer a diferença por onde passam. Atua como facilitadora no Seminário Empretec (ONU) e possui certificação como Master Coach Ontológico.

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